A Razão e a Emoção do Natal

2 Mins

Voltamos àquela altura do ano.

Ruas decoradas, o cheiro e a cor das ruas mudam. Enchendo-se de brilho, música e, por todo o lado, vemos a batalha que as marcas travam para captar a nossa atenção.

Basta olhar à volta para ver todo o arsenal mobilizado para nos seduzir. Numa trincheira, os racionais. Acenam com montras decoradas realçando  percentagens cativantes, apelando ao sentido poupado do consumidor. Do lado oposto, os emocionais, tentam tocar no coração do consumidor com histórias cuidadosamente construídas para provocar um “Oooooh” de ternura, levando por momentos a adotar um impulso emocional de compra despendendo um pouco mais do que pretendia.

O consumidor, e as marcas, vivem no meio desta batalha comercial intensa,  cada vez mais precoce e em várias frentes. A Black Friday tornou-se a altura ideal para muitos portugueses comprarem as suas prendas, enquanto que o online ganha um peso crescente.

No meio desta azáfama toda, as marcas acabam muitas vezes desprovidas do seu propósito e o consumidor compra apenas pela oportunidade, raramente pensando: “Será que quem recebe esta prenda, vai mesmo gostar?”

Está na altura das marcas recuperarem o Natal, sem números grandes e gordos seguidos do sinal de percentagem, sem histórias de estúdio ou mega produções.

Porque uma marca que retrata a realidade do consumidor, é a marca que estabelece uma relação verdadeira e, como tal, duradoura. As marcas que fazem o Natal são as marcas que nos acompanham desde pequenos, que nos trazem de volta memórias de pessoas, locais ou momentos. Isto não se faz em estúdios, ou com percentagens, faz-se com marcas reais. Marcas que respeitam o património nostálgico pessoal dos seus consumidores e todos os anos têm garantido um lugar nos seus lares. Não porque é a mais barata, cara ou fofinha, mas porque é parte da família.

Prendas com sentimento. São as que dão real valor às marcas associadas.

Porque um Natal real, é marcante.

Feliz Natal!