A imperfeição das marcas perfeitas

A imperfeição das marcas perfeitas

Fevereiro 15, 2018

Por: Ricardo Mena

O objetivo da perfeição é e será sempre um desejo final de pessoas, empresas ou marcas

Eu vejo a imperfeição das marcas e das pessoas como elemento essencial da sua perfeição. É a imperfeição que nos faz diferentes na procura constante de algo duradouro que nos conte uma história apaixonante que nos prende ao seu enredo.

Quando gerimos uma marca também a identificamos com pessoas imperfeitas que as vão seguir, admirar, criticar, amar ou detestar. É essa procura quase louca por ser melhor que nos faz crescer e que descobre a cada destino uma nova meta.

A ligação que estabelecemos com uma marca é umbilical e vivemos as suas decisões que nos envolvem e causam diferentes sensações. E é isso mesmo a definição de marca para mim: algo que já não pertence a quem a desenvolveu e que a comunidade tem como sua.

Um dos últimos casos que tanto tem dado que falar nas redes sociais respeita ao caso APPLE e as suas respostas aos seus competidores mais diretos. Será que deixou de ser quem cria as regras para seguir as de outros?

Tão legítimo é dar a nossa opinião como será compreender as decisões de quem a lidera. A Apple criou uma categoria com o iPhone, mas criar acaba sempre por ser o mais fácil do complexo processo de gestão de uma marca. Manter o seu espaço protegido e continuar a ser um líder exige muito mais que um novo produto e bem nos lembramos do caso da Nokia.

Emoção e inovação

A Apple decidiu responder. Os seus seguidores que compram a sua inovação e arrojo perdem a sua ligação emocional. Quem gere a marca pensa que só desta forma impedirá outros de se apoderem da sua categoria. O que faria se a sua diferença técnica não fosse já suficiente para manter a concorrência à distância e que o serviço padecesse do mesmo? Nada fácil de decidir.

Os seguidores da Apple não se regem só por tecnologias mas sim pela forma como interagem com os equipamentos e suas app’s. O seu mantra deriva muito do seu líder Steve Jobs que nos prova que uma pessoa faz muita diferença por mais que a organização seja numerosa. Porque as marcas são derivações do ADN imutável de quem as cria e dos contributos de melhoria que a comunidade que os segue e ama.

Excelência máxima

A Apple deve continuar com a sua paixão desmedida pelo produto, pelo focus no cliente, pela procura daquilo que é único, mas isso parece que já não basta. A obsessão pela excelência ligada a um carisma marcante diz-nos muito do ADN de uma marca quando associada a uma pessoa. Steve Jobs não era só uma referência de excelência para o mercado, mas também para todos os que colaboram com a Apple.

Eu acredito que existem pessoas insubstituíveis porque o sue carácter, excelência e evolução é constante mesmo com as suas imperfeições muitas vezes proporcionais à sua grandeza.

As marcas perfeitas são imperfeitas por natureza pois é essa procura incessante que as faz mais do que diferentes, memoráveis!

Stay Hungry. Stay Foolish

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