Técnicas que potenciam as vendas através da música

8 Técnicas que potenciam as vendas através da música

Janeiro 25, 2018

“A música é a vida emocional para a maioria das pessoas”, defende o artista Leonard Cohen.

Da mesma forma que o público sente nostalgia ao ouvir a entoação dos versos deste poeta, a música pode-se incorporar dentro das pequenas e médias empresas como ferramenta sensorial para criar diferentes emoções nos clientes.

Além do habitual fio musical, as empresas também se podem esforçar em criar a sua própria melodia ou apostar em outros ritmos para que no seu estabelecimento comercial toque um som diferente.

A empresa deve estudar o perfil dos seus consumidores para selecionar a música que melhor se adapta a eles. Isto fará com que o cliente permaneça durante mais tempo dentro das suas instalações e, portanto, tenha maior predisposição para realizar compras.

Criar uma experiência prazenteira para o cliente influi diretamente na sua decisão de compra e no volume de negócio da marca. Por isso, é importante escolher bem o ritmo ou a melodia da loja para que o consumidor não sinta o desejo de abandoná-la. Aspetos a ter em conta:

1. Música

Nas lojas comerciais funciona de forma positiva. Num estabelecimento onde não se ouve nada, o consumidor sente a angustia e a sensação de vazio. É dizer, uma rejeição absoluta por esse local. Por isso, é importante controlar o negócio para que não permaneça em silêncio total. Para evitar esta situação, a melhor opção é a música calma. Manter o volume baixo, quase imperceptível, para não captar toda a sua atenção e distraí-lo na hora de concentrar-se nas compras. Por exemplo, numa loja de roupa juvenil, a música deve ser parecida à que eles estão habituados a escutar nos seus bares de referência. Pelo contrário, se é de fragrâncias e perfumes, a música clássica encaixa melhor.

2. Sons vs canções

É habitual pensar só nas músicas quando se trata de incorporá-las num negócio, mas dependendo do setor de atividade onde se enquadre podem-se utilizar sons que procedam da natureza. Por exemplo, para lojas de decoração exterior e jardim, funciona bem ouvir o cantar dos pássaros porque evoca a sensação que os clientes querem experimentar nas suas casas. Numa loja de móveis não faz sentido ouvir a mesma música na zona de cozinhas e na de dormitórios. Além disso, optar por sons ou melodias em vez de canções resulta muito mais económico, pois o empresário deixa de se preocupar com as taxas relacionadas com os direitos de autor.

3. Momentos

É importante desenhar estratégias de acordo ao momento em que se encontra o negócio assim como ao ciclo do dia. Isto quer dizer que em função da hora e do volume de atividade numa jornada laboral, o ritmo dos sons deve variar. Nos períodos onde há mais trabalho, os sons devem ser mais animados e convidar os clientes a comprar mais rápido. No entanto, se a loja está vazia, convém optar por tons mais pausados, que relaxem o cliente.

4. Comunidade

A música pode ser uma desculpa para fidelizar clientes. Por exemplo, através da sua participação numa lista de reprodução musical partilhada pela loja no Spotify. As redes sociais são um bom aliado. Os responsáveis da loja podem dar mais um passo e organizar um concerto dentro da loja. Para selecionar o grupo ou artista, podem realizar um questionário no Twitter ou no Facebook para que sejam os próprios clientes a escolher o cantor.

5. Funcionários

O que toca numa loja influi diretamente nos clientes e nos empregados. Por isso, é importante estar atento aos seus gostos particulares, para que a sua jornada não seja insuportável. Adaptar a música aos ritmos de trabalho é fundamental para que eles desempenhem as suas tarefas de forma eficaz. Para motivá-los, uma boa opção é surpreende-los com canções novas e repetir aquelas com as que melhor se identificam.

6. Legalidade

Por questões jurídicas, os negócios não podem usar a música do Spotify para ambientar o seu local de trabalho. No entanto, esta limitação não supõe um problema para as empresas, já que podem utilizar esta plataforma como uma ferramenta de marketing. Qualquer companhia pode criar um perfil de empresa para gerar listas de reprodução baseadas nos gostos do público que costuma visitar a sua loja.

7. Melodia

As notas musicais que soam nos corredores de grandes supermercados tornaram-se num dos elementos que melhor os identificam. O procedimento para que uma empresa proteja um som é similar ao dum logótipo ou nome comercial. A diferença está na descrição do tipo de marca registada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). No caso de uma melodia, tem que se apresentar a partitura da canção acompanhada da letra ou a sonografia e um arquivo com o material em formato digital. As taxas oscilam entre os 100 e os 140 euros de média.

8. Reprodução

O custo é elevado. Por isso, muitos empresários optam por pagar uma cota à Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para poder reproduzir canções que ambientem o seu local. O preço varia em função das dimensões do estabelecimento e do tipo de exploração da mesma. Por exemplo, a utilização e os fins comerciais de um cabeleireiro não são os mesmo que os de uma discoteca. Esta tarifa cumpre com a lei de Propriedade Intelectual, outorgando aos artistas o direito de comunicação pública das suas obras. Para evitar qualquer tipo de multas, recomenda-se contratar um pacote que unifique pagamentos e certifique a legalidade do uso das canções.

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